A contribuição humanista no transtorno depressivo.

A Psicologia Humanista, representada por autores como Carl Rogers, Abraham Maslow e James Bugental, acrescenta à fenomenologia e ao existencialismo uma visão centrada na pessoa e em seu potencial de crescimento. Para Rogers (1977), a tendência atualizante — a capacidade inerente do ser humano de desenvolver-se em direção à plenitude — pode ser bloqueada por condições externas ou internas que negam a experiência autêntica. Na depressão, essa negação manifesta-se na ruptura entre o self real e o self ideal, gerando sentimentos de inadequação, vazio e desamparo.

O processo terapêutico, nesse contexto, visa restaurar a congruência entre o que a pessoa sente e o que expressa, por meio de um encontro autêntico e empático com o terapeuta. A aceitação incondicional e a escuta genuína oferecem condições para que o indivíduo reconheça seus sentimentos, reencontre o sentido de sua experiência e redescubra possibilidades de ser.